Nesta semana em que se comemora o Dia Nacional das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), no dia 31 de janeiro, o Programa COPAÍBAS celebra o marco de 21 novas RPPNs criadas no Cerrado e 25 planos de manejo elaborados e aprovados, são 44 RPPNs apoiadas no total. Importante ferramenta para a conservação ambiental, as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) são áreas protegidas criadas voluntariamente por proprietários privados e integram o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Elas desempenham um papel estratégico como corredor ecológico e de conectividade de paisagens, bem como de proteção dos recursos hídricos. Hoje o Brasil conta com mais de 1.900 RPPNs, que, ao todo, protegem cerca de 837 mil hectares de áreas conservadas, segundo dados do Painel de Indicadores da Confederação Nacional de RPPNs (CNRPPN).
O Programa COPAÍBAS tem a expansão do sistema de áreas protegidas como um de seus eixos estratégicos, apoiando não só a criação de novas RPPNs no Cerrado, como também a elaboração de Planos de Manejo, documento essencial para a gestão dessas áreas. Os Planos são guias que orientam as ações futuras deste território, visando a preservação do patrimônio natural e possíveis usos sustentáveis. Além de obrigatórios, os Planos de Manejo precisam ser elaborados em até cinco anos após a criação de uma RPPN.
Dentre os Planos de Manejo aprovados recentemente estão os da RPPN Porto das Antas, em Goiás, e da RPPN Serra das Macaúbas, em Minas Gerais, ambos realizados com a coordenação da ONG SOS Sertão. As reservas somam uma área de 284 hectares de proteção ao Cerrado brasileiro. Para Joaquim Neto, da SOS Sertão, o apoio do COPAÍBAS foi fundamental para o desenvolvimento e aprovação do documento. “Sem o apoio do Programa seria inviável para os proprietários dessas áreas estruturarem adequadamente os documentos, que possuem muita complexidade e exigem conhecimento específico sobre conservação, legislação ambiental e manejo de recursos naturais”, explicou.
Segundo Joaquim, essas reservas possuem papel importante na manutenção da vegetação nativa da região em que estão inseridas, além de fortalecerem a rede de áreas protegidas do Cerrado, complementando as unidades já existentes. Ele também destacou a importância das ações de comunicação e valorização desta estratégia de conservação. “A divulgação contínua sobre as RPPNs contribuiu para popularizar o que são essas reservas, por que criá-las e como elaborar um Plano de Manejo. Esse esforço difundiu o conhecimento de forma clara e acessível, aproximando proprietários rurais e gestores do tema, gerando um efeito multiplicador que fortalece a rede de áreas protegidas privadas no Cerrado e inspira novas iniciativas”, conclui.
Crédito da foto: RPPN Porto das Antas
